quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A Escola boa é aquela em que todos aprendem.

“ Se nossas crianças não conseguem aprender, é porque existe algo de errado com o ensino em que elas estão recebendo”.( Guiomar Namo De Melo, Mestra em Educação)


Se analizarmos do ponto de vista histórico- cultural, podemos observar que a nossa educação vem de uma estrutura elitista, herança do tempo do Império, e da falta de visão estratégica por parte muitas vezes do governo.Junte-se isso a uma visão de gestão ineficiente.
A sociedade, por sua vez, carrega consigo um modelo de educação totalmente tradicional e que em muitas vezes a mídia trata desta questão de forma rápida, onde é um assunto que envolve muitos fatores, e a sociedade se ver mal informada e confusa entre a aparência e essência do ato de ensinar e aprender.
Nos deparamos com estruturas precárias, profissionais com formação, ou sem formação acadêmica devida e pouca qualificação. A qualidade é confundida com o ensino de elite, e isso contribui para uma disputa pelas universidades que em muitos casos se tornam desleais.
A escola de qualidade é aquela na qual, todos entram e todos aprendem, porque ainda hoje a melhor escola é aquela que “puxa” pelo aluno e que muitas vezes reprova, ou que é muito procurada, e que para entrar nela é quase um “vestibular”, na qual passa-se a valorizar o processo de aquisição de informação do que o de adquirir, construir e criar soluções para se alcançar a um sentido do que se foi aprendido .
Neste caso, podemos abrir uma observação na valorização das escolas de educação infantil onde se criou um rótulo durante décadas que a criança iria para o jardim da infância para “brinca”.
Mas o que há de errado em brincar? O brincar direcionado com objetivo surte um grande efeito no desenvolvimento físico,social,cognitivo,psicossocial e em muitas outras áreas de atuação como nas seguintes áreas: psicologia,fonoaldiológica, e muitas outras. De acordo com o Referencial Nacional da educação Infantil (RNEI) diz que:
O principal indicador da brincadeira, entre crianças, é o papel que assumem enquanto brincam. Ao adotar outros papeis na brincadeira, as crianças agem enfrente a realidade de maneira não literal, transferindo e substituindo sua ações cotidianas pelas ações e caracteristicas do papel assumido, utilizando-se de objetos substitutos.
É nas brincadeiras que nossas crianças transformam os conhecimentos adquiridos anteriormente em conceitos e valores demonstrados no ato de brincar de forma individual ou em grupo.
Desse modo, podemos afirmar que a Educação deve resgatar a sua essência nas diversas áreas de aprendizagem para se alcançar resultados satisfatórios, primeiro para o aluno que assim pode descobrir uma forma de aprendizagem prazerosa e para o educador que descobre o resignificando do ato de ensinar.
Desse modo, reafirmo que a boa escola é onde todos aprende e aprende com prazer e qualidade. E que acima de tudo seus profissionais são comprometidos com a EDUCAÇÃO!
Andréa Paula dos Santos Dutra Barreto ,
Pedagoga e psicopedagoga Institucional

Meio ambiente e saneamento: a questão do esgoto sanitário e industrial

(*) Ademir Damião Amorim dos Santos
As atividades humanas provocam a geração de resíduos, que podem ser sólidos (lixo), líquido (esgoto) e gasoso (gases poluentes), que provocam danos ao meio ambiente, necessitando da adoção de medidas que diminuam os seus efeitos negativos.
Neste artigo, iremos nos concentrar nos efeitos negativos provocados pelos resíduos líquidos sobre o meio ambiente, devido à falta de ações de saneamento, destacando os danos provocados sobre os cursos de água, como rios, canais, lagos e mar.
O conceito de saneamento indica um conjunto de ações que busquem a melhoria das condições do meio que se encontra ao nosso redor e de nossa vida, garantindo uma boa qualidade de saúde pública.
Uma das questões que sempre nos lembramos de saneamento, diz respeito ao esgotamento sanitário, que é constituído de esgoto de origem domiciliar, sendo verificado que este problema atinge grande parte da população brasileira, não atendida coma oferta de um serviço adequado, já que só menos de 10% do esgoto gerado no Brasil é tratado adequadamente.
Além do esgoto sanitário, merece destaque o problema provocado pelo lançamento irregular de resíduos industriais nos cursos de água, verificando-se a necessidade de uma permanente atenção da fiscalização dos órgãos públicos no controle ambiental das atividades das indústrias, que são potencialmente poluidoras.
O lançamento inadequado de esgoto sanitário e de resíduos industriais provoca a poluição e contaminação das águas, ocasionando a morte de animais, como peixes e crustáceos, além de doenças como hepatite, doenças de pele, intoxicação por consumo de alimentos contaminados, poliomielite, cólera, dengue, verminose, entre outras.
Conforme estudos realizados, a falta de um sistema adequado de esgotamento sanitário é responsável por, aproximadamente, 80% das doenças e 65% das internações hospitalares no Brasil, onde 240 crianças morrem por dia por falta de ações de saneamento, salientando que apenas 0,1% do esgoto de origem doméstica são constituídas de impurezas de natureza física, química e biológica, sendo o restante constituído de água.
Voltando o olhar par o Estado de Pernambuco, observa-se que existe rede de esgoto em apenas 20% da área habitada e, que no caso de Recife é no patamar de 40% do território com rede de esgoto, salientando que não ocorre o devido tratamento, devido os problemas operacionais das estações de tratamento da COMPESA.
A rede de esgoto da capital pernambucana tem mais de 60 anos, não acompanhando, portanto, o crescimento do Recife, inclusive, o surgimento de inúmeros edifícios em locais onde, anteriormente, existiam habitações unifamiliares.
Como resultado da situação, verifica-se o lançamento dos esgotos nos cursos de água ou em vias públicas. Provocando os problemas já apontados acima, havendo a necessidade da reversão deste quadro, salientando a importância das ações de saneamento para preservação do meio ambiente e saúde da população.
Finalizando, ressaltamos que é importante que a sociedade se mobilize para aprovação de recursos voltados para melhoria das condições do saneamento, buscando garantir que sejam implantadas ações na área de esgotamento sanitário, minimizando os problemas ora existentes, como atualmente, vem ocorrendo com o PROMETRÓPOLE no Rio Beberibe, atendendo a população de baixa renda e, brevemente, ocorrerá no rio Capibaribe, através do Projeto Capibaribe Melhor.
(*) Engenheiro, Mestre em Gestão e Políticas Ambientais pela UFPE, foi Presidente da Associação Comunitária dos Moradores da Ilha do Chié, em Campo Grande.

Isso é um descaso...


Moradores da Rua Inhamus reclamam da falta de atenção que a Prefeitura têm pelos moradores. Há mais de 10 anos que a rua possui um esgoto a céu aberto e que quando se encontra no verão vem um mau cheiro insuportável e todo o tipo de inseto aparece. Para o morador André Luiz, vigilante, 29 anos, que mora há 29 anos nesta rua, o trecho que causa a insatisfação não é asfaltado e ele afirma que é tão pequena a parte que não foi asfaltada que quando chove se torna complicada a transição de pedestres e até mesmo os carros, pois na parte que se encontra o esgoto aberto em dias de chuva chega a alagar todo o local.

Projovem Trabalhador


O Governo Federal em parceria com a Prefeitura do Recife e o Ministério do Trabalho e demais empresas, oferecem para os jovens da Região Metropolitana do Recife. Dentre vários bairros favorecidos, Campo Grande e adjacências também possuem locais que atendem a esses jovens. O programa Projovem Trabalhador oferece matérias do dia a dia como: Direitos Humanos, Meio Ambiente, Português, Matemática e Direito Trabalhista. Cerca de 2.500 jovens espalhados no grande Recife, se cadastraram e assistem as aulas para a formação profissional. O curso tem duração de seis meses e é dividido em dois módulos: qualificação social e profissional. O projeto, além de permitir aos alunos qualificação no processo educacional, como também no profissional, dispõe de benefícios como vale transporte, lanche e uma bolsa auxílio no valor de R$100,00.
Os beneficiados serão aqueles que possuem idades entre 18 a 29 anos, que estejam desempregados e sejam membros de família com renda mensal per capita de até um salário mínimo. Já foram inscritos em todo o município cerca de 7.500 jovens, mas 2.500 foram selecionados para as Regiões Político Administrativas – RPA’s.
Em Campo Grande temos dois núcleos que oferecem aulas no horário da noite para os jovens da comunidade: Cenespe e Associação dos Moradores da Ilha de Joaneiro.
Para a Aluna Karina Gonçalves, foi muito boa a oportunidade da Prefeitura para todos que fazem o curso. “Fico muito feliz, pois sei que posso melhorar e conhecer formas para trabalhar”, afirma Karina.

Neste Natal Vamos

Multiplicar o Amor
Que nossas mãos possam ser portadoras de paz,
de afagos, de carinho.

Que escorra delas os mais límpidos sentimentos
de bálsamos, de alívio,
de força, de luz.

Que possam ser espraiados na terra árida,
fazendo germinar o amor entre as pessoas,
multiplicando cada melhor essência de nós,
fazendo-nos fortes em meio à tempestade,
deixando-nos ver o sol que nasce,

Que rompe a noite,
Que se faz dia,
Que se faz belo,
Que se faz vida,
Que se chama amor.
Jane Lagares/ extraído: http://mensagensepoemas.uol.com.br/fim-de-ano/boas-festas/neste-natal-vamos-2.html 10/12/2009

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Entrevista com o poeta, músico e escritor Junior di Castro



Por Valter Andrade

Nome: André Arruda Beltrão
Nome artístico: Junior di Castro
Local e data de nascimento: Recife, em 06 de agosto de 1987
Pai: Admil Arruda Beltrão 60 anos, Sr. Dema, mecânico de refrigeração.
Mãe: Marineide Laurinda da Silva, Dª Neide, 46 anos, domestica.

Para muitos, apenas mais um cidadão brasileiro, mas este jovem da periferia de uma grande metrópole, não seria apenas mais uma dentre as milhares de pessoas que estiveram na VII Bienal do Livro de Pernambuco.
Como em todas as edições esta feira de livros vem atraindo cada vez mais leitores das diversas camadas da sociedade, além de variadas opções para gostos literários. O que vem demonstrando de forma clara que o brasileiro quando estimulado busca opções de leitura.
Mas afinal, o que este jovem teria em comum com esta edição da Bienal do Livro de Pernambuco?
As respostas para a pergunta acima são diversas; ele é um jovem artista de muitas facetas; cantor, artista e escritor. Sim, um escritor iniciante, na verdade, um poeta iniciante. De origem humilde, não intimidou-se com os desafios de lançar seu primeiro livro de poesias, que foi justamente na VII Bienal. Conversamos um pouco com o André Beltrão, mais conhecido como Junior di Castro.

Campo Grande em Foco: Como se deu o caminho até seu primeiro livro?
Junior di Castro: É um mundo novo para mim, nada muito diferente da música, pois a poesia e a música estão sempre juntas, como o amor e o ódio. Sempre adorei escrever, mas, nunca pensei em ser poeta, até o processo do meu livro está em andamento.
A música foi o inicio de tudo, mas, foi na poesia, que encontrei o caminho de mostrar as músicas poemas que tinha e não sabia como transpor isso na música, então decidi reunir as minhas composições e registrar tudo em um livro: "Magra, Leve & Calma”.
Sempre amei o mundo da poesia, tenho como influência o grande mestre Patativa do Assaré e seu pupilo Jessier Quirino.
Sou um poeta romântico, me volto mais para o lado sentimental, como dizem os amigos; "meloso”.

Campo Grande em Foco: O que você achou da experiência deste seu primeiro trabalho?
Junior di Castro: Estou adorando! Nunca mais em minha vida quero deixar de fazer poesia. Decidi dedicar-me de vez no meio da literatura, estou escrevendo mais dois livros, um romance de título Kelaine: Doença ou Paixão? Este para o ano que vem, lançar um trabalho é como se tornar pai. Você fica todo cheio de dengo. Nesse caso você corre para mostrar seu trabalho, não por que você quer ficar rico e coisa e tal, mas quer ser reconhecido pelo seu trabalho, mostrar seu filho ao público.

Campo Grande em Foco: E a questão financeira como você enxerga?
Junior di Castro: Como sempre diz meu velho pai: "dinheiro não trás felicidades", eu concordo com ele. Claro que com condições financeiras, você pode ter uma vida menos dolorosa, podendo comprar um violão melhor, por exemplo, para poder realizar seu trabalho de uma forma ainda melhor para seu público.
Outro exemplo muito simples, o processo de meu primeiro livro foi confusão, pois não disponho de PC ou laptop, e tive que fazer como ainda hoje eu faço com os outros dois livros e manuscritos, no caderninho, e com um lápis na mão e idéias na cabeça.

Campo Grande em Foco: O que você achou da VII BIENAL, foi boa para iniciantes como você?
Junior di Castro: Adorei a VII BIENAL, mesmo sendo minha primeira vez tanto como escritor, e como visitante. Acho que se você realmente tiver forças de vontade e fé em Deus, qualquer um consegue realizar seus sonhos. A VII BIENAL, é uma forte arma nesse passo que dei em iniciar no meio da literatura, foi um evento fenomenal, coisa de outro mundo, confesso que fiquei besta, feito um menino pequeno que se contenta até com um pirulito e acha aquilo divino.

Campo Grande em Foco: Que conselho você daria para quem esta pensando em iniciar-se no mundo da poesia?
Junior di Castro: Que siga em frente, corra trás e não desista nunca no primeiro não. Acredite nos seus ideais, pois, tenha certeza que um dia eles começam. Devemos fixar o que queremos, pois se cairmos no primeiro obstáculo, a porta se fecha.
Acho que todos devem correr atrás alcançar do que queremos, podendo demorar o tempo que for. Lembro de uma frase do grande Ayrton Senna que diz: "Quando Deus quer, não há quem não queira". Este é meu conselho: corra, busque, sonhe e realize!

Para quem quiser entrar em contato com o jovem poeta, eis seus endereços eletrônicos:

www.juniordicastro.blogspot.com
www.nacaocultural.pe.gov.br/juniordicastro

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FOTO DO LAR REJANE MARQUES.

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